quinta-feira, 15 de maio de 2014

UMA CONVERSA SOBRE O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO EDUCADOR

O texto a seguir traz um pouco das ideias que, juntamente ao estudo de outros textos, permearam o processo de formatação dos nossos encontros de formação.
No decorrer da leitura, é possível identificarmos pistas dos caminhos a serem trilhados na busca pelo sucesso do processo ensino-aprendizagem.
Tive a iniciativa, e porque não dizer o atrevimento, de destacar algumas passagens do texto que se relacionam com a formação continuada do professor, processo este que desenvolveremos aqui na casa do educador.
Boa leitura!
CARINA BEATRIZ NASCIMENTO
Profª. Mediadora da área de ciências – Casa do Educador


Paulo Freire - Concepções de Escola, Ensino e Aprendizagem

O educador e escritor brasileiro Paulo Freire foi e continua sendo referência na educação brasileira. Freire escreveu diversas obras, entre elas a Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa, dividida em três capítulos, os quais versam sobre o processo de formação do educador enquanto sujeito democrático, viabilizando a sua própria autonomia, como também a do educando. [...]
Nessa obra, o pesquisador demonstra perceber a escola como um ambiente favorável à aprendizagem significativa, onde a relação professor-aluno acontece sempre com diálogo, valorizando o respeito mútuo. O espaço escolar deve sempre contribuir para a curiosidade, a criatividade, o raciocínio lógico, o estímulo à descoberta. [...]
A partir desse prisma, veremos a seguir algumas considerações que evidenciam os saberes necessários à prática docente:
1.    a pesquisa como meio de aperfeiçoamento docente contínuo [... ];
2.    o respeito aos saberes dos alunos, advindos das experiências anteriores à sala de aula [...];
3.    a reflexão constante da teoria aliada à prática docente [...];
5.    a relação que se estabelece entre educador e educando é alicerçada pelo princípio do aprendizado mútuo, não havendo uma verdade absoluta trazida pelo professor para a sala de aula [...] ;
6.    a ética como elemento essencial na prática educativa [...];
Paulo Freire considera que o docente não deve se limitar ao ensinamento dos conteúdos, mas, sobretudo, ensinar a pensar, pois pensar é não estarmos demasiado certos de nossas certezas. (FREIRE, 1996, p. 28) [...]
Ensinar é, portanto, buscar, indagar, constatar, intervir, educar. O ato de ensinar exige conhecimento e, consequentemente, a troca de saberes. Pressupõe-se a presença de indivíduos que, juntos, trocarão experiências de novas informações adquiridas, respeitando também os saberes do senso comum e a capacidade criadora de cada um.
A verdadeira aprendizagem é aquela que transforma o sujeito, ou seja, os saberes ensinados são reconstruídos pelos educadores e educandos e, a partir dessa reconstrução, tornam-se autônomos, emancipados, questionadores, inacabados. Nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador igualmente sujeito do processo. (FREIRE, 1996, p. 26).  Sob esse ponto de vista, percebemos a posição do educando como sujeito desse processo de reformulação do conhecimento, ao lado do educador. Ele passa a ser visto como agente e não mais como objeto, isto é, ambos fazem parte do processo ensino-aprendizagem numa concepção progressivista.
O referido autor considera ainda que: Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção (FREIRE, 1996, p. 21). Dito de outra forma, o docente deve transmitir o conhecimento, buscando proporcionar ao discente a compreensão do que foi exposto e, a partir daí, permitir que o mesmo dê um novo sentido, quer dizer, a ideia é não dar respostas prontas, mas criar possibilidades, abrir oportunidades de indagações e sugestões, de raciocínio, de opiniões diversas etc. Jamais impedir as interações, as opiniões, os erros e os acertos, isto é, todos esses elementos permitirão que o aluno alcance o real conhecimento e continue a buscá-lo incessantemente de forma autônoma e prazerosa. 

Adaptado de<http://letrasunifacsead.blogspot.com.br/p/paulo-freire-concepcoes-de-escola.html> Acessado em 10/5/14.


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